Deitei sobre o meu travesseiro,
forrado com as lágrimas derramadas,
cheias de tristeza. Tristeza causada pela guerra,
guerra interna, uma guerra só minha dentro de mim.
Perturbou a minha alma, e não foi mais embora.
Havia de ali ficar, sugando-me as energias,
as forças restantes,esgotando-me por completo.
Lutei. Lutei contra mim mesma.Tentei. Ó se tentei.
Não há criatura no mundo que ouse dizer que não tentei.
Não há vontade maior do que a que eu possuo.
É tamanha vontade, que escapa pelos poros,
que escorre pelos olhos, foge de minha boca
através de palavras.
E palavras machucam,
mais que lanças e espadas; armas e facas.
Carrego comigo um arsenal de palavras,
todas muito bem polidas e afiadas.
Com elas, luto na minha guerra,
venço minhas próprias batalhas.
E tento, ó se tento. E continuo seguindo,
me protegendo com meus escudos,
dos pensamentos obscuros.
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