terça-feira, 20 de maio de 2014
home sweet home
Quero ir para casa. Tantas pessoas ao meu redor, e eu só quero ir para casa. Não casa, aquela construção em que você vive dentro, dorme, assiste tv, toma banho. Não, essa casa não. Me refiro àquela casa em forma de pessoa, ser humano. Lar. Aquela que te transmite conforto e calor, tudo dentro de um só abraço. Sim, quero ir para casa.
"dying, but at least i'm trying"
Estou nervosa, ansiosa. Não há motivos, eu sei. Mas minha mente traiçoeira me engana toda vez. Essa dúvida, essa angústia, eu simplesmente não sei lidar. O medo da possibilidade, da verdade. Coisa demais pra minha cabeça. Devo confiar nas pessoas ou me rendo à minha insanidade? Não sei qual dos dois seria pior. Fico desesperada, absorta na esperança de que as coisas vão melhorar. Será isso verdade? Elas vão mesmo melhorar? Ainda estou à esperar. O tic-tac do relógio está a ressoar em minha mente, tic-tac, tic-tac. Nunca para. O tempo não para, apenas passa. E a cada segundo desperdiçado de minha vida que eu passo estando ansiosa e nervosa, um pedaço de mim se desfaz. Morre. É isso. Estou morrendo, todos nós estamos e nem sequer temos consciência disso. A partir do momento em que chegamos ao mundo, não começamos a viver. Começamos a morrer.
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