terça-feira, 20 de maio de 2014

"dying, but at least i'm trying"

Estou nervosa, ansiosa. Não há motivos, eu sei. Mas minha mente traiçoeira me engana toda vez. Essa dúvida, essa angústia, eu simplesmente não sei lidar. O medo da possibilidade, da verdade. Coisa demais pra minha cabeça. Devo confiar nas pessoas ou me rendo à minha insanidade? Não sei qual dos dois seria pior. Fico desesperada, absorta na esperança de que as coisas vão melhorar. Será isso verdade? Elas vão mesmo melhorar? Ainda estou à esperar. O tic-tac do relógio está a ressoar em minha mente, tic-tac, tic-tac. Nunca para. O tempo não para, apenas passa. E a cada segundo desperdiçado de minha vida que eu passo estando ansiosa e nervosa, um pedaço de mim se desfaz. Morre. É isso. Estou morrendo, todos nós estamos e nem sequer temos consciência disso. A partir do momento em que chegamos ao mundo, não começamos a viver. Começamos a morrer.

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