domingo, 29 de dezembro de 2013

Chove, chove, chove. Poemas sobre chuva já se tornaram tão clichês quanto eu.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Viagem

Peguei um trem,
Cujo destino era o teu coração.
Cercada de expectativa de viajar pelo teu corpo,
sentir tua pele, tirar os pés do chão.
A paisagem que se via pela janela da minha alma
era maravilhosamente esplêndida.
Os pontos do teu corpo que se ligavam
e formavam a bela paisagem que tu é
me atraiam, me puxavam para junto de ti.
Bambeei, tentei me segurar, e então cai.
Cai na imensidão do teu sorriso,
no abismo profundo do teu olhar.
E agora? Já estava perdida,
Desprotegida, consumida
Viajando à caminho de onde tu estava
sem nem um minuto sequer parar de sonhar.

no more

Não há mais esperança para aqueles cuja esperança se apagou.
Não há mais amor para aqueles cujo amor se deixou levar.
Não há mais liberdade para aqueles cuja liberdade jamais os libertou. 
Não há mais solidão para aqueles cuja solidão estava sempre assombrando-os.
Não há mais fé para aqueles cuja fé nunca os levou a lugar algum.
Não há mais vontade para aqueles cuja vontade sempre foi inexistente.
Não há mais palavras para aqueles cujas palavras preenchiam-lhes as bocas e envenenavam as próprias línguas.
Não há mais raiva para aqueles cuja raiva era fonte de destruição.
Não há mais bondade para aqueles cuja bondade era lhes em vão.
Não há mais lembranças para aqueles cujas lembranças lhes abasteciam a alma.
Não há mais sorrisos para aqueles cujo sorriso já era rotineiro.
Não há mais tristeza para aqueles cuja tristeza dominava o ambiente e entristecia a todos.
E não há mais haveres, pois o que já foi, se foi.
E o que será, está por vir.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

  Estava eu sentadinha no canto da minha cama (como sempre) quando de repente eu senti um incômodo dentro de mim, uma vontade de despejar todas as letras, palavras, sentenças que há muito eu estava guardando dentro do peito. Isso acontece com todo mundo, certo? Talvez. Mas comigo acontece em uma quantidade de vezes considerada mais do que o normal, mas tudo bem. Pois aqui estou eu agora, tentando despejar essa sopa de letrinhas metafórica, e está tudo bem.
  Sim, está tudo bem.
  Por que não estaria?
  Começo a pensar na quantidade de motivos que eu poderia usar para formular a resposta dessa pergunta, e me surpreendo com os meus próprios pensamentos. Me surpreendo ao me deparar com essa quantia inigualável de motivos que surgem do nada dentro de minha mente, que se criam enquanto eu digito rapidamente, fervorosamente. Eu tenho inúmeros motivos para não estar bem, mas estou. Felizmente, eu me sinto bem.
  Admito que houve uma época em que a palavra felicidade não chegava nem perto de estar presente em meu vocabulário. Foi uma fase um pouco triste da minha vida, mas passou. Superei, como era de se esperar. Nesses momentos de desespero é que nós descobrimos o quão forte podemos ser, o quanto nós podemos suportar. Cheguei a pensar que não suportaria, que era demais até mesmo para mim. Quase desisti. Quis desistir. Chorei. Chorei até o que não tinha mais, lágrimas inacabáveis dentro de mim. Mas passou.
  Agora eu percebo o quão importante é se manter no controle de si mesmo. Quando vejo alguém quase no fim da linha, na ponta de um precipício imaginário, perdendo as esperanças, eu me sinto triste. Talvez essa pessoa nem saiba do que ela é capaz. E aí então eu desejo a ela todas as forças do mundo para que ela saia dessa, porque é furada. A vida passa rápido, e ficar se afundando só nos faz perder tempo precioso que poderíamos estar gastando rindo, sorrindo, vivendo.
  Momentos tristes sempre haverão de existir, mas momentos felizes também. E são essas lembranças felizes que são capazes de anular toda a tristeza e depressão que um dia pode tentar nos dominar.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Quando estou contigo
o mar e o infinito
se tornam um só.


O Sol e a Lua
se tornam um só.


Cá estou eu caminhando
pelos ladrilhos dessa rua
perdido e só.


Mas quando estou contigo
me duplico, triplico.
Me torno infinito.


Me encolho no abrigo
que são os teus braços
e abraços.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sometimes I wish I was just a fly,
So I could fly, fly away from all this madness.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Desabar

"Choro um pouco todo dia. Nem que seja só um pouquinho. Nem que seja só por alguns segundos. Choro um pouco todo dia. Faço isso pois estou disposta a não me afogar nas minhas próprias mágoas acumuladas, portanto choro, choro mesmo. Desabo. Para aliviar a dor e esvaziar a alma."

sábado, 2 de novembro de 2013




"I wish I was
            as peaceful
as the waves
                                                                                    of a brave ocean."                                                                                                                                                 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

blue sky and thunderstorms

 "Não se apegue. A nada, nem a ninguém. Nunca, jamais."
 Era exatamente isso o que eu costumava repassar várias vezes na minha mente, todos os dias.
 Mas adiantou? Não. Nunca adianta.
 O problema de se apegar à algo é que esse mesmo "algo" sempre terá uma influência sobre você, uma vantagem a mais sobre os teus atos, sobre as tuas atitudes. Conforme você se apega, você tem medo de perder. Medo de perder aquela única coisa maravilhosa que te fez mudar de opinião e conceito sobre todo esse lance de se "apegar". Maravilhosa o suficiente para você se sentir inseguro demais, incapaz de mantê-la somente para si. É realmente uma droga, se quer saber. Tudo o que te faz sentir diminuído é uma droga. É exaustivo.
 Além de ser exaustivo, ruim e tudo isso, é também inevitável. Por mais que você tente não se conectar, não se apegar, não se ligar à alguém, é quase impossível conseguir de fato manter-se dessa forma. Os sentimentos nunca permanecem eternamente intactos, uma hora ou outra eles acabam sendo invadidos, danificados. Te causam dor, sofrimento, choros involuntários, caos constante. Mas vamos parar de falar um pouquinho da parte negativa disso. Também tem coisas boas, tudo tem um lado positivo. Se apegar a alguém te faz sentir protegido e dependente, não que isso seja excelentemente bom, mas é melhor do que as outras características. Faz o teu coração disparar à um simples toque na pele. Mantém a calma na sua alma, e algumas outras coisas que dependem de cada pessoa.
 O que eu quero dizer é que, não importa o quão bom ou quão ruim alguma coisa seja, o que importa é que às vezes você pode se sentir derrotado, e em outras completamente vivo e feliz, tudo tem um lado positivo e negativo, tudo tem um lado bom e ruim. Céus azuis e ensolarados não duram para sempre, assim como as tempestades também não.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

every time

every time i sleep, i dream.
every time i dream, i dream about one thing.
only one thing.
i dream about you,
and your sweet face
your sweet smile
your lovely big brown eyes
i also dream about your arms holding me against your chest
while i feel your perfume invading all my space
and you kissing me on the forehead
you kissing my cheeks
and my nose
and my red lips
but the best thing about dreaming about you
is knowing that i can have all of this
any time i want,
any time you're here with me.

terça-feira, 30 de julho de 2013

touching lips

It's 3 AM and all i want
it's the same as
yesterday
at 7 pm
or last
thursday
at noon
 it's the same  
as every hour,
every minute,
every second
                                                since I've met you.

domingo, 28 de julho de 2013

forever

  Estava muito frio. Ainda está. Minhas mãos estavam congelando. Ainda estão. Mas naquele momento, nada disso importava muito. Ainda não importa agora. Era eu e você, e ninguém mais ali. Juntos, como um só, debaixo de um cobertor, mantendo-se aquecidos pelo calor da pele, pelo calor que vinha de dentro. O mundo e o tempo também haviam congelado, assim como as minhas mãos. Isso era normal, era exatamente a reação que tu causava/causa em mim. O perfume que me deixava desnorteada e impregnava nos meus cabelos e nas minhas roupas. Eu podia senti-lo e reconhecê-lo de longe, à quilômetros de distância. O tom do castanho misturados no brilho do teu olhar, e seus lábios mornos. As madeixas dos teus cabelos todas desordenadas, bagunçadas propositalmente pelos meus dedos que passeavam por ali, incansavelmente. Sua voz sonolenta, mas expressiva. Tudo isso inteiramente na minha frente, ocupando todo o meu campo de visão. Como eu amava/amo isso. Te ter ali, só para mim, mesmo que por pouco tempo, mas tempo suficiente para fazer eu me apaixonar mais e mais, sem parar. Quanto mais eu me perdia no aconchego dos teus braços, mais eu desejava permanecer ali. Quanto mais eu sentia a tua presença, mais eu implorava por ela. Hoje, amanhã e todo o sempre.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

you. me. us.

Silêncio presente em meus pensamentos bloqueia a passagem de minhas palavras. Árduas, muitas vezes até mesmo incoesas. Elas automaticamente se transferem para as pontas dos meu dedos, que estão agora trabalhando para colaborar com essa minha vontade de expelir essa quantia inigualável de verbos e substantivos embaralhados. Tentativa um pouco falha, pois cá estou eu, escrevendo e escrevendo, quando na verdade não estou conseguindo expressar absolutamente nada com muita precisão, está tudo sendo em vão. Busquei a inspiração de diversas formas: nas músicas, nos poemas, no céu e no sol que ilumina a minha janela todas as manhãs, nos breves e mínimos detalhes. Mas continua tudo enrolado e embaralhado aqui na minha cabeça. Estou começando a me sufocar com os pensamentos que não saem, com as ideias que não existem. Estão se acumulando. Crescendo, como uma bola de neve que não para de rolar. Gritar seria inútil. Seria apenas mais um grito no vácuo onde ninguém além de mim mesma ouviria. Seria uma junção de suspiros desperdiçados. Um monte de inutilidades que se dissipariam aos poucos. 
                                              ...                                                                  
                           É.
                                                                               
                           Tá faltando.
                                                                               
                           Tá faltando alguma coisa. 
                                              ...        
  V o c ê. Mais uma vez esta mesma palavra. Mais uma vez a mesma situação. Mais uma vez tudo se volta à você. Novidade. O parágrafo inteiro acima foi por nada, porque no fundo, bem lá no fundo, eu sei que o que realmente falta para eu me acertar comigo mesma, o que realmente falta para eu ser capaz de organizar todas essas linhas tênues dentro da minha mente, é você. Tua presença, teu calor, sua voz abafada contra o meu corpo. Pele na pele, lábios sedentos se encaixando perfeitamente. Poxa. Tão óbvio, tão evidente. Com a sua ausência, a minha confusão agora só se agrava. Você aí tão distante, mas ao mesmo tempo tão perto. Tão meu, tão sua. Tão eu e você.
                                              ...                                                                  
                                           Tão nós. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"I love you isn't just three simple words...
It's every word i've spoken since your eyes met mine."
                                                                   -alexander michael deleon

sexta-feira, 5 de julho de 2013

 Inevitable

To aqui sentada, bem cansada, quase caindo de sono. Mas ainda assim, me recuso a parar de digitar enquanto eu não escrever tudo o que eu quero despejar aqui. Me recuso também a ir deitar-me e ficar pensando em aleatoriedades até pegar no sono, pois eu não estou confortável com a ideia de pegar no sono sem você ao meu lado. Não me conforto com a ideia de não estar em seus braços, sentindo sua respiração morna na minha pele e seu perfume invadindo todo o meu espaço. Não me conforto mesmo, simplesmente me incomoda, como se fossem pequenas pontadas de agulhas afiadas por dentro. Não me conforto com a ideia de deitar e ficar imaginando como seria se você estivesse aqui. Na verdade, eu não preciso imaginar porque eu sei bem como é. É a melhor sensação do mundo. É a melhor sensação do mundo ser sua, e você ser meu, e nós pertencermos um ao outro. É justamente por isso que eu me recuso, e pronto, ué. Me recuso porque eu quero possuir essa sensação o tempo todo, vinte e cinco horas por dia, oito dias por semana. Quero sentir como se o mundo estivesse parado, congelado, intacto, pois é exatamente assim que eu me sinto quando estou junto à ti. Eu sinto dentro de mim todos os possíveis clichês existentes, toda a calamidade de uma alma agitada e conturbada se apaziguando aos poucos. Cada átomo do meu corpo berrando teu nome, que se grava cada vez mais em mim, cada vez mais dentro do peito. Inevitável. É inevitável não me sentir assim, liberta, infinita, leve e feliz, sabendo que o causador disso tudo é você. O único que me tem inteiramente em mãos, o único que controla essa confusão constante e ambulante que sou quando ninguém mais consegue, quando ninguém nunca realmente tentou, e se tivesse tentado provavelmente teria falhado. E é por isso que eu me recuso. Porque você é a peça que faltava pra completar esse quebra-cabeça que eu sou, essa coisa indefinida. Você é único, e é por isso, justamente por isso, que eu me recuso. Me recuso a não te amar, me recuso a não te querer. 

sábado, 29 de junho de 2013


A ignorância é mesmo uma benção. Quando o mundo está caindo aos pedaços e ninguém mais se importa, a ignorância se torna a sua única opção. Isso, ou se importar demais e acabar caindo no chão sujo aonde pisamos. Porque vejamos bem, quando você insiste em algo que você sabe que não tem mais jeito e não há mais nada a se fazer, no final da história, o prejudicado sempre acaba sendo você mesmo. E ainda assim, você tenta. E tenta, e tenta. Uma hora tu não aguenta mais. Teu corpo fica exausto, tua força já não é mais vital. E aí o caos se instala dentro da sua mente. Aquela batalha constante na qual você é o único guerreiro lutando contra as suas próprias ideias e vontades. Mas agora que eu consegui me levantar do piso sujo no qual eu havia caído, cheia de feridas ensanguentadas, cheia de marcas profundas e dolorosas, eu posso afirmar com todas as forças existentes dentro de mim, que eu não sinto mais nada. Absolutamente nada. E é aí que a ignorância entra na história novamente. Fui tomada por essa onda grandiosa de "foda-se esta merda" e eu me sinto leve, liberta de todas as coisas ruins que pesavam em meus ombros e braços dormentes. E sim, eu estou sorrindo de novo, eu estou bem. Estou mais do que bem, para lhe falar a verdade. Sinto como se o passado se despedaçasse aos poucos atrás de mim, e os fragmentos fossem levados pelo vento para bem, bem longe. Estou sorrindo com vontade e esbanjando felicidade com vontade pela primeira vez em muito tempo, e isso é mais do que reconfortante, é gratificante.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Overdose

Olhos embaçados, pulsação acelerada.
Mal podia me mover, respirar.
Parecia até que eu estava sendo asfixiada.
As palavras, de minha boca elas fugiram.
Da minha sanidade, elas desistiram.
A consciência sumiu, desapareceu.
Por um momento, fui tomada por um breu.
A sensação era boa, apesar de sufocante.
De certa forma, até reconfortante.
Talvez fosse apenas o efeito das doses.
Doses diárias e extras de você.
Não tinha mais jeito, já estava viciada.
Não era muito difícil de crer, ou ver.
Eu tive uma overdose de você.

Apagou-se a chama dentro do meu peito.
A tua imagem, da minha memória, se espaireceu. 
Tornou-se apenas uma lembrança velha e mísera,
de tudo aquilo que um dia nos pertenceu.

Jurei não sofrer, não me martirizar,
Mas estas são as consequências de se amar.
Jurei até que tentaria seguir em frente,
mas a mim mesma me tornei indiferente.

Possuo o querer de ter controle do meu próprio corpo cansado,
Mas agora é ele quem está a me controlar.
Me sinto como um peso morto deixado de lado
E esta solidão por dentro que só sabe me machucar.

E aqui termino este breve poema,
Cujas palavras são piegas demais para o meu gosto.
Tentativa falha de expressar o que sinto,
Com um sorriso forçado estampado no rosto.

terça-feira, 18 de junho de 2013

E transbordou saudade. Transpassou meu peito, me encheu de desejo, ardeu por dentro. A tua pele morena. Aveludada. A sinceridade no teu olhar, do tipo que me faz vibrar. Teus lábios trêmulos durante os sussurros cautelosos. Teus braços. Abraços. Tão envolventes. Paixão ardente, aparente. Chegou assim, tão de repente. O meu eu compatível ao seu. O medo, a insegurança que desapareceu, tornou-se breu. Os saltos do meu coração ao te esperar, debaixo de um céu negro, debaixo de um luar. O tom da tua voz, a calma no seu toque. Nem o amanhecer mais bonito, nem o anoitecer mais atraente. Nada me desvia de você, nada me distrai de te querer. É claro, bem evidente, que à ti meu todo eu pertence.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Heartbeating

Escutar as batidas do teu coração, é como sentir a leve brisa da praia numa manhã ensolarada. É como subir no topo de um penhasco e sentir aquela sensação de satisfação consigo mesmo. É como se deitar na cama depois de um dia cansativo, e se sentir leve, muito leve. É como abrir a janela ao anoitecer e ver que a Lua está perfeita, e o céu aveludado está estrelado. É como o vai e vem repetitivo das ondas de uma imensidão azul. Imensidão azul que, se comparada ao tamanho dos meus sentimentos por você, se torna pequena e quase que insignificante. Escutar as batidas do teu coração é reconfortante. É música para os meus ouvidos; Poesia bem feita e metrificada. A cada batida que dentro do teu peito estremece, a minha alma se aquece. A minha memória, do resto do mundo, ela se esquece, e a minha insegurança adormece. Porque eu sei que nessa sinfonia de disparos acelerados no seu coração tem o meu nome ressoando dentre as notas musicais. Tem um pedaço de mim em ti que faz o teu coração cantar, e é por isso que é impossível não te amar, amar...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eu até tentei me desapegar.
Tentei tirar suas marcas de mim.
Rasguei todas as nossas fotos,
Joguei fora as tuas cartas,
Os nossos sonhos, os nossos planos,
As nossas reviravoltas, os nossos transtornos.
Esse sentimento simplório de aconchego.
A vontade de te ter por perto,
atencioso, risonho, desperto.
Desembarquei dessa ilusão,
Afundei nesse poço de decepção,
Cansei do sofrimento, cansei da paranoia.
Agora eu só quero seguir em frente,
Ser diferente, menos dependente
desse meu coração que já não bate mais por você.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Queria poder me afastar um pouco de tudo o que me sufoca. Toda essa pressão, todas essas apunhaladas pelas costas, tudo mesmo, está me sufocando de forma brusca, impedindo os meus pulmões cansados de funcionarem corretamente. Cada suspiro é dolorido demais para se por em palavras, e respirar já virou monotonia. Nada mais me agrada, nem mesmo o silêncio ao cair da noite. A solidão se tornou excelente companheira, mas foi uma opção pessoal, para se falar a verdade. Os fantasmas que me assombram enquanto tento dormir já não me amedrontam mais. A dor de ter um coração partido já não me machuca mais, esta me fortaleceu com o tempo. As olheiras que envolvem os meus olhos já não fazem mais diferença na minha feição, estas já se tornaram parte do meu perfil. E o que eu posso fazer, afinal de contas?  Eu só queria poder me afastar um pouco de tudo o que me sufoca.

sábado, 13 de abril de 2013

Chove lá fora. Chove dentro de mim. Não sei bem o que isso significa, mas está aqui, eu sinto. Muito em breve me afogarei neste dilúvio inesperado. Dilúvio que surge dentro de mim, que me trai, que me confunde e prega uma surpresa em mim mesma, me engana perfeitamente bem. E enquanto eu estou no fundo do poço me afogando neste dilúvio inesperado que sou, meus olhos não se fecham, eles simplesmente se mantêm abertos o tempo todo para que eu possa assistir a minha própria desgraça. Afundando, eu estou afundando. E a sensação não é nem um pouco boa, é no mínimo sufocante. Ainda chove lá fora. E ainda chove dentro de mim. Chuva eterna de sorrisos e lágrimas ao mesmo tempo. Chuva de inúmeras sensações momentâneas que nunca vão embora.
                     Chove
                                     chuva
                   dentro
                                                 de
                                   mim.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cansada. Sim. Cansada é a palavra que se encaixa perfeitamente na definição do que eu sou agora. Uma pessoa cansada, com a mente cansada, com um olhar cansado, olheiras profundas e uma alma cansada. Cada parte de mim grita por um minuto de sossego, de paz interior, grita por um momento de leveza, de purificação. Eu só estou cansada. Cansada de me sentir cansada, cansada de não me achar boa o suficiente para alguém, cansada dessa minha paranoia excessiva constante, cansada de tentar ofuscar esses sentimentos destrutivos dentro de mim. Toda vez que eu me deito em minha cama é como se o peso sobre os meus ombros desabassem, e o ar que eu respiro já não é mais o mesmo de antes. Fecho os olhos e começo a enxergar constelações que me distraem e me fazem esquecer de tudo por um tempo, mas constelações não duram para sempre. Nada dura para sempre, pois o para sempre depende do tamanho do infinito dentro de nós, e infinitos são relativos. E então eu me levanto e saio em uma busca desesperada por um copo de café. Cada passo adiante é uma tortura na qual eu me afundo sem intenção. O gosto amargo e puro que aquele líquido preto deixa em minha boca é o mesmo gosto amargo que eu sinto toda vez que eu me lembro que ainda estou cansada. Cansada demais para dar continuidade às palavras, ou até mesmo para começar algo novo. O tempo parou, o relógio parou, a minha saudade aumentou, e não, nada mudou...

domingo, 24 de março de 2013

A Lua que paira no céu desta noite estrelada,
já não me ilumina mais como antes.
Nada mais me ilumina como antes.
Nem os raios desse Sol mais puro e inocente.
Nem todas as constelações mais envolventes.
Nada mais brilha como antes.
Você levou o brilho de todas as coisas
no momento em que partiu.
Levou os sorrisos, levou o sentido.
Levou até aquele ar puro da manhãzinha de domingo.
Levou tudo, inclusive o meu eu.
O meu eu ficou ai contigo, no teu abrigo.
Ele ta aí do teu lado, te fazendo companhia.
Enquanto o que restou de mim, está aqui.
Apenas uma casca vazia.
Interiormente sufocada pelo vácuo.
Longe de você.
Longe de nós.
Longe do meu eu.

sexta-feira, 22 de março de 2013

E daí?
E daí se eu quiser
sair por aí
sem rumo
sem motivos
completamente vazia
desamparada
enquanto a nostalgia
me inunda 
me afoga
e me deixa perdida
nessa rua de sonhos e ilusões
aonde nossos corações
batem como um só...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sou por inteira você, por inteira clichê. E não há nada mais neste mundo que eu gostaria de ser, afinal, sou quem sou graças a você. O céu azulado numa manhã de domingo, o pôr do sol no fim da tarde. É tudo você. É você estampado em cada pedaço desse meu universo sedentário, abstrato, desordenado. É você em cada uma das estrelas dessa galáxia, e de todas as outras. É você em todas as letras, palavras e frases de um poema bem escrito. Longe ou perto, tudo é você. É instante, é constante, é tudo você.

segunda-feira, 11 de março de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Remembering Sunday

   Acordei de um pesadelo, assustado e ofegante. Olhei o meu despertador; eram duas da manhã. No momento em que eu sentei na cama, foi como se um martelo tivesse atingido a minha cabeça com uma força inimaginável; era a ressaca deixando bem claro que haviam dias que eu não ficava sóbrio o suficiente para me sentir disposto novamente. Coloquei o meu par de sapatos, mais especificamente meu velho all-star sujo,  jeans e um moletom, e saí de casa. Meu corpo estava contra o vento forte da madrugada, eu estava inclinado em direção a brisa fresca que chicoteava o meu rosto. Tentei me desapegar do pesadelo que eu tive, mas eu continuava pensando naquele domingo. Ah, aquele domingo...O ar estava frio, mas eu senti uma lágrima quente escorrendo pelo meu rosto. Caí de joelhos na calçada. E foi aí que todas as memórias vieram a tona.  
    "Ela estava linda. Faziam poucos minutos que havia despertado de um sono profundo, e por isso seu rosto ainda estava corado e seus olhos tão azuis quanto o oceano. O cabelo despenteado e sedoso escorria pelos seus ombros magros, porém angelicais. Eu estava na cozinha preparando o café da manhã, e ela me abraçou por trás, quando eu virei e a beijei."
    Meus joelhos estavam doloridos no momento em que eu me levantei do chão. A dor não passava nunca, da mesma forma como as lágrimas infinitas não paravam de escorrer. Continuei andando sem rumo, sem destino, quando me dei conta da onde eu estava. Era um lugar bem familiar. Parei em frente a casa amarela com um jardim bem cuidado, e meu coração estava prestes a saltar pela minha boca. 
    "Já tínhamos terminado de tomar nosso café. Levantei da cadeira, e fui em direção a ela, e beijei de leve seu pescoço. Ela deu um sorriso e levantou também. Não disse nada; apenas olhou no fundo dos meus olhos e segurou a minha mão. Me puxou pelas escadas com um sorriso malicioso e perverso, mas que ao mesmo tempo te seduz e te faz sentir confortável. Era o tipo de sorriso que te fazia querer saber todos os pensamentos da pessoa, mas era impossível pois o mistério que a envolvia era maior que tudo isso. E eu estava morrendo para descobrir todos os desejos, todos os sentimentos, todas as vontades que ela possuía dentro de si."
    Eu ainda estava parado em frente a casa amarela e familiar com um jardim bem cuidado. Meus pensamentos estavam tão confusos e embaralhados, mas aquele domingo não saía da minha cabeça de jeito nenhum. Eu não sabia porque estava parado ali, em frente a casa amarela e familiar com um jardim bem cuidado. Talvez eu estivesse apenas querendo descobrir a minha vocação, o meu dever neste mundo, e o porque de eu estar tendo pesadelos sobre aquele domingo. Olhei em volta, eu estava envolvido pela escuridão e me senti sozinho, muito sozinho. Comecei a conversar com os meus próprios pensamentos para tentar me sentir no mínimo um pouco menos abandonado. ´´Você viu esta garota? Ela está percorrendo os meus sonhos, e isso está me levando a loucura, estou ficando louco. Talvez eu...talvez eu a peça em casamento.``
    "Eu sabia que no fundo ela não acreditava em amor, mas quem negaria todas essas borboletas? Afinal, elas estão preenchendo todo o meu estômago."
     Comecei a tocar as campainhas de todas as casas assim que me dei conta de que a casa amarela e familiar com um jardim bem cuidado estava vazia. Os vizinhos atendiam a porta com uma cara mal humorada, o que é compreensível, sendo que eram apenas duas e meia da manhã e eu estava perturbando o sono de todos. Perguntei a eles aonde ela estava, e a resposta era sempre a mesma. Eles disseram que ela havia se mudado para longe, muito longe, para um lugar aonde nem eu e nem ninguém que andava sobre a Terra seria capaz de chegar. Eu me sentia mal, como se tivessem me socado no estômago repetidamente, várias e várias vezes, e eu sangrava por dentro. As lágrimas estavam escorrendo novamente... Engraçado como havia chovido o dia anterior inteiro, eu não havia pensado muito nisso mas agora tudo estava fazendo mais sentido. Oh, agora eu posso ver que todas estas nuvens estão me seguindo...me seguindo nesse meu esforço desesperado e inútil de tentar encontrar o meu alguém, aonde quer que ela esteja...
    Fechei os meus olhos e sua imagem se projetou na minha mente. Linda. Linda como sempre. Olhos tão puros e tão azuis. Uma voz doce sussurrou em meu ouvido.
    "Eu não estou voltando, eu nunca mais vou voltar. Eu fiz algo tão terrível que estou apavorada para falar, mas você já deveria esperar isso de mim. Eu estou confusa, bagunçada, não vou negar. Você está me levando a loucura, e neste momento a chuva está lavando você dos meus cabelos... Mas fora da minha mente, estou mantendo meus olhos voltados para o mundo. De tantos milhares de metros do chão, eu estou literalmente acima de você agora. Estou em casa, no meio das nuvens macias e carregadas de compaixão, que se elevam acima de sua cabeça." 
    Abri meus olhos. A voz sumiu, assim como a imagem dela da minha mente. Eu entendi a mensagem, eu entendia tudo agora. Eu a perdi e nunca mais conseguiria o que nós tínhamos de volta, afinal, ela estava a milhares de metros de distância de mim, em sua casa no meio das nuvens, esbelta e linda, como um anjo deve ser. Continuei a caminhar. Acho que vou para casa agora.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Haviam vozes sussurrando nos meus ouvidos, me guiando por todo o caminho. Não, eu não estava louca. Não, eu não precisava de ajuda psiquiátrica. Eram apenas as vozes da minha própria consciência. Eu sei que isso soa estranho, meio psicótico, meio anormal, mas até o momento eu estava indo bem. Uma voz dizia que eu devia seguir em frente, sem olhar para trás, ignorando totalmente o meu passado obscuro e condenado. A outra voz dizia completamente o contrário. "Lembre-se de todos os seus erros e aprenda com eles", ela me repreendia. Não sei se vocês conseguem entender o meu dilema. Não haviam vozes literalmente, eram apenas os meus pensamentos barulhentos e agitados falando alto demais. Mas eu estava dividida, sem saber o que fazer. Qual dos conselhos eu deveria seguir? Afinal, eram os meus próprios pensamentos me pregando uma peça, tentando me enganar, me desafiando a desafiar a mim mesma. Não sei ao certo o quão longe esse caos poderia ir, talvez muito longe, e talvez por muito tempo, eu não sei. Mas de certa forma eu aprendi a me acostumar com as dúvidas. O problema era que eu não queria depender do passado, mas eu também não queria esquecê-lo por completo. Queria poder apagar as partes ruins da mesma forma como eu apago as letras tortas rabiscadas pelas páginas amareladas do meu velho diário, queria apagar os momentos de solidão e tristeza que estavam cicatrizados na minha memória, mas isso não era possível. Queria aprender a desapegar das coisas que me prendiam nas lembranças e me puxavam de volta no tempo, nem que fosse somente os mínimos detalhes, as menores coisas, mas isso também não era possível. Eu nem ao menos sabia mais diferenciar o possível do impossível, e talvez fosse esse um dos pontos que estava me corroendo por dentro. Meu cérebro já havia se tornado um emaranhado de pensamentos confusos, frustantes, e se me permitem fazer uma comparação grotesca, ele estava da mesma forma que um novelo de lã, enrolado e embaraçado, com os fios todos desordenados. Talvez eu esteja sendo mesquinha e fazendo drama em excesso, as vezes eu sinto isso, mas não me levem a mal, é involuntário. Eu só espero que um dia as vozes desapareçam, me deixando em paz comigo mesma, me sentindo livre de qualquer aberração. Nesse meio tempo só me resta seguir em frente, tentando desvendar o que acontece dentro da minha mente, e porque isso me afeta de forma tão brusca, tão devastadora.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

My pillow. The sound of my alarm clock. The sunlight slowly reaching my window in the morning. The sweet smell of coffee being prepared. Birds singing. Your perfume on my oldest Ramones t-shirt. The sound of the tv channels being switched every five seconds. Yeah, the most random things reminds me of you. A few years has passed and… the tinkle of my keys. The smell of lunch being made. The Smiths. Rains at night. Movies. Hot chocolate. The smell of books in the library. The shower water going down the drain. My dog’s barks. Yes, random things still reminds me of you. The vase in the living room. My new radio. My blanket. The refrigerator’s door opening. Candlelight. Smiles and laughs. Pepperoni pizza. “Highway To Hell”. Christmas tree. Poetry. It doesn’t matter how much time will pass, I’ll always remember you. In the smallest details, I see your mirage, your words… in every single piece of my life, there’s your fingerprint marked. People come and go, but you stayed. Some people leave traces of memories behind, but you left an entire road, and in this same road, you went to a better place and left me here, helpless and lonely. You’re gone, but somehow you’re still here. And even knowing that you’re not coming back ever again, I still remember you.