domingo, 28 de julho de 2013

forever

  Estava muito frio. Ainda está. Minhas mãos estavam congelando. Ainda estão. Mas naquele momento, nada disso importava muito. Ainda não importa agora. Era eu e você, e ninguém mais ali. Juntos, como um só, debaixo de um cobertor, mantendo-se aquecidos pelo calor da pele, pelo calor que vinha de dentro. O mundo e o tempo também haviam congelado, assim como as minhas mãos. Isso era normal, era exatamente a reação que tu causava/causa em mim. O perfume que me deixava desnorteada e impregnava nos meus cabelos e nas minhas roupas. Eu podia senti-lo e reconhecê-lo de longe, à quilômetros de distância. O tom do castanho misturados no brilho do teu olhar, e seus lábios mornos. As madeixas dos teus cabelos todas desordenadas, bagunçadas propositalmente pelos meus dedos que passeavam por ali, incansavelmente. Sua voz sonolenta, mas expressiva. Tudo isso inteiramente na minha frente, ocupando todo o meu campo de visão. Como eu amava/amo isso. Te ter ali, só para mim, mesmo que por pouco tempo, mas tempo suficiente para fazer eu me apaixonar mais e mais, sem parar. Quanto mais eu me perdia no aconchego dos teus braços, mais eu desejava permanecer ali. Quanto mais eu sentia a tua presença, mais eu implorava por ela. Hoje, amanhã e todo o sempre.

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