domingo, 24 de março de 2013

A Lua que paira no céu desta noite estrelada,
já não me ilumina mais como antes.
Nada mais me ilumina como antes.
Nem os raios desse Sol mais puro e inocente.
Nem todas as constelações mais envolventes.
Nada mais brilha como antes.
Você levou o brilho de todas as coisas
no momento em que partiu.
Levou os sorrisos, levou o sentido.
Levou até aquele ar puro da manhãzinha de domingo.
Levou tudo, inclusive o meu eu.
O meu eu ficou ai contigo, no teu abrigo.
Ele ta aí do teu lado, te fazendo companhia.
Enquanto o que restou de mim, está aqui.
Apenas uma casca vazia.
Interiormente sufocada pelo vácuo.
Longe de você.
Longe de nós.
Longe do meu eu.

sexta-feira, 22 de março de 2013

E daí?
E daí se eu quiser
sair por aí
sem rumo
sem motivos
completamente vazia
desamparada
enquanto a nostalgia
me inunda 
me afoga
e me deixa perdida
nessa rua de sonhos e ilusões
aonde nossos corações
batem como um só...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sou por inteira você, por inteira clichê. E não há nada mais neste mundo que eu gostaria de ser, afinal, sou quem sou graças a você. O céu azulado numa manhã de domingo, o pôr do sol no fim da tarde. É tudo você. É você estampado em cada pedaço desse meu universo sedentário, abstrato, desordenado. É você em cada uma das estrelas dessa galáxia, e de todas as outras. É você em todas as letras, palavras e frases de um poema bem escrito. Longe ou perto, tudo é você. É instante, é constante, é tudo você.

segunda-feira, 11 de março de 2013