terça-feira, 30 de julho de 2013

touching lips

It's 3 AM and all i want
it's the same as
yesterday
at 7 pm
or last
thursday
at noon
 it's the same  
as every hour,
every minute,
every second
                                                since I've met you.

domingo, 28 de julho de 2013

forever

  Estava muito frio. Ainda está. Minhas mãos estavam congelando. Ainda estão. Mas naquele momento, nada disso importava muito. Ainda não importa agora. Era eu e você, e ninguém mais ali. Juntos, como um só, debaixo de um cobertor, mantendo-se aquecidos pelo calor da pele, pelo calor que vinha de dentro. O mundo e o tempo também haviam congelado, assim como as minhas mãos. Isso era normal, era exatamente a reação que tu causava/causa em mim. O perfume que me deixava desnorteada e impregnava nos meus cabelos e nas minhas roupas. Eu podia senti-lo e reconhecê-lo de longe, à quilômetros de distância. O tom do castanho misturados no brilho do teu olhar, e seus lábios mornos. As madeixas dos teus cabelos todas desordenadas, bagunçadas propositalmente pelos meus dedos que passeavam por ali, incansavelmente. Sua voz sonolenta, mas expressiva. Tudo isso inteiramente na minha frente, ocupando todo o meu campo de visão. Como eu amava/amo isso. Te ter ali, só para mim, mesmo que por pouco tempo, mas tempo suficiente para fazer eu me apaixonar mais e mais, sem parar. Quanto mais eu me perdia no aconchego dos teus braços, mais eu desejava permanecer ali. Quanto mais eu sentia a tua presença, mais eu implorava por ela. Hoje, amanhã e todo o sempre.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

you. me. us.

Silêncio presente em meus pensamentos bloqueia a passagem de minhas palavras. Árduas, muitas vezes até mesmo incoesas. Elas automaticamente se transferem para as pontas dos meu dedos, que estão agora trabalhando para colaborar com essa minha vontade de expelir essa quantia inigualável de verbos e substantivos embaralhados. Tentativa um pouco falha, pois cá estou eu, escrevendo e escrevendo, quando na verdade não estou conseguindo expressar absolutamente nada com muita precisão, está tudo sendo em vão. Busquei a inspiração de diversas formas: nas músicas, nos poemas, no céu e no sol que ilumina a minha janela todas as manhãs, nos breves e mínimos detalhes. Mas continua tudo enrolado e embaralhado aqui na minha cabeça. Estou começando a me sufocar com os pensamentos que não saem, com as ideias que não existem. Estão se acumulando. Crescendo, como uma bola de neve que não para de rolar. Gritar seria inútil. Seria apenas mais um grito no vácuo onde ninguém além de mim mesma ouviria. Seria uma junção de suspiros desperdiçados. Um monte de inutilidades que se dissipariam aos poucos. 
                                              ...                                                                  
                           É.
                                                                               
                           Tá faltando.
                                                                               
                           Tá faltando alguma coisa. 
                                              ...        
  V o c ê. Mais uma vez esta mesma palavra. Mais uma vez a mesma situação. Mais uma vez tudo se volta à você. Novidade. O parágrafo inteiro acima foi por nada, porque no fundo, bem lá no fundo, eu sei que o que realmente falta para eu me acertar comigo mesma, o que realmente falta para eu ser capaz de organizar todas essas linhas tênues dentro da minha mente, é você. Tua presença, teu calor, sua voz abafada contra o meu corpo. Pele na pele, lábios sedentos se encaixando perfeitamente. Poxa. Tão óbvio, tão evidente. Com a sua ausência, a minha confusão agora só se agrava. Você aí tão distante, mas ao mesmo tempo tão perto. Tão meu, tão sua. Tão eu e você.
                                              ...                                                                  
                                           Tão nós. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"I love you isn't just three simple words...
It's every word i've spoken since your eyes met mine."
                                                                   -alexander michael deleon

sexta-feira, 5 de julho de 2013

 Inevitable

To aqui sentada, bem cansada, quase caindo de sono. Mas ainda assim, me recuso a parar de digitar enquanto eu não escrever tudo o que eu quero despejar aqui. Me recuso também a ir deitar-me e ficar pensando em aleatoriedades até pegar no sono, pois eu não estou confortável com a ideia de pegar no sono sem você ao meu lado. Não me conforto com a ideia de não estar em seus braços, sentindo sua respiração morna na minha pele e seu perfume invadindo todo o meu espaço. Não me conforto mesmo, simplesmente me incomoda, como se fossem pequenas pontadas de agulhas afiadas por dentro. Não me conforto com a ideia de deitar e ficar imaginando como seria se você estivesse aqui. Na verdade, eu não preciso imaginar porque eu sei bem como é. É a melhor sensação do mundo. É a melhor sensação do mundo ser sua, e você ser meu, e nós pertencermos um ao outro. É justamente por isso que eu me recuso, e pronto, ué. Me recuso porque eu quero possuir essa sensação o tempo todo, vinte e cinco horas por dia, oito dias por semana. Quero sentir como se o mundo estivesse parado, congelado, intacto, pois é exatamente assim que eu me sinto quando estou junto à ti. Eu sinto dentro de mim todos os possíveis clichês existentes, toda a calamidade de uma alma agitada e conturbada se apaziguando aos poucos. Cada átomo do meu corpo berrando teu nome, que se grava cada vez mais em mim, cada vez mais dentro do peito. Inevitável. É inevitável não me sentir assim, liberta, infinita, leve e feliz, sabendo que o causador disso tudo é você. O único que me tem inteiramente em mãos, o único que controla essa confusão constante e ambulante que sou quando ninguém mais consegue, quando ninguém nunca realmente tentou, e se tivesse tentado provavelmente teria falhado. E é por isso que eu me recuso. Porque você é a peça que faltava pra completar esse quebra-cabeça que eu sou, essa coisa indefinida. Você é único, e é por isso, justamente por isso, que eu me recuso. Me recuso a não te amar, me recuso a não te querer.