segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cansada. Sim. Cansada é a palavra que se encaixa perfeitamente na definição do que eu sou agora. Uma pessoa cansada, com a mente cansada, com um olhar cansado, olheiras profundas e uma alma cansada. Cada parte de mim grita por um minuto de sossego, de paz interior, grita por um momento de leveza, de purificação. Eu só estou cansada. Cansada de me sentir cansada, cansada de não me achar boa o suficiente para alguém, cansada dessa minha paranoia excessiva constante, cansada de tentar ofuscar esses sentimentos destrutivos dentro de mim. Toda vez que eu me deito em minha cama é como se o peso sobre os meus ombros desabassem, e o ar que eu respiro já não é mais o mesmo de antes. Fecho os olhos e começo a enxergar constelações que me distraem e me fazem esquecer de tudo por um tempo, mas constelações não duram para sempre. Nada dura para sempre, pois o para sempre depende do tamanho do infinito dentro de nós, e infinitos são relativos. E então eu me levanto e saio em uma busca desesperada por um copo de café. Cada passo adiante é uma tortura na qual eu me afundo sem intenção. O gosto amargo e puro que aquele líquido preto deixa em minha boca é o mesmo gosto amargo que eu sinto toda vez que eu me lembro que ainda estou cansada. Cansada demais para dar continuidade às palavras, ou até mesmo para começar algo novo. O tempo parou, o relógio parou, a minha saudade aumentou, e não, nada mudou...

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