Já aprendi a não esperar muito das pessoas. Demorei um tempo razoavelmente longo, mais do que devia. Sempre escondi em mim essa esperança que tinha de que as pessoas fossem capazes de retribuir tudo o que damos à elas. Nem sempre é assim. Sem querer generalizar ou desmerecer alguns, mas mesmo tão nova, já levei muitas facadas nas costas. Não é nada fácil se decepcionar dessa forma; nos quebra por dentro. Mas também nos torna mais fortes, e é assim que aprendemos.
Me conformei tanto que agora não crio mais muitas expectativas. Quer dizer, é impossível não criar, mas eu evito bastante fazer esse tipo de coisa. E quando não dá certo, eu não me importo, afinal, já me importei demais com coisas desnecessárias e cansei, porque é isso o que acontece. Ninguém é de ferro para sempre, e esse lance de ser forte o tempo todo não é comigo. Todo ser humano tem esse lado fraco, e ultimamente o meu está transparecendo mais do que o normal. Então me fecho, e tento não me importar. Assim, aprendi a não esperar muito das pessoas, para evitar decepção, e um coração partido.
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